JOÃO
BATISTA GALVÃO ,
nasceu no dia 02 março de 1912, na localidade de Mossoró, seus pais, Olyntho
Lopes Galvão e Dona Candida de Fontes Galvão, tinham boa situação financeira.
Eram proprietários de várias lojas (louças, produtos importadas da Europa,
etc..). Em virtude de sua boa situação econômica, seu irmão Clemente Galvão
Mesquita, que morava em Natal, convidou-os para associaram-se e abriram uma
loja no bairro da Ribeira. Assim fizeram: deixaram sua cidade de origem e
vieram com a família para Natal.72
Em Natal, João Batista Galvão fez o curso primário na Escola
Estadual Augusto Severo, no bairro da Ribeira, e o curso secundário no Gymnasio
do Estado do Atheneu Norte-rio-grandense. Em 27 de outubro de 1928 casa-se com
Maria Amalia da Nóbrega. Nos anos que se seguiram, João Batista Galvão ocupa
diversos cargos públicos: observador da Estação Climatológica de 2a classe
especial da Diretoria de Meteorologia na cidade de Natal, no dia 12 de março de
1929, e, depois, secretário do colégio Estadual do Atheneu
Norte-rio-grandense.73
No plano político o final da década de vinte trouxe grandes
modificações na vida pública estadual: assume a direção do Partido Republicano
do Rio Grande do Norte, José Augusto Bezerra de Medeiros, herdeiro político do
Coronel José Bernardo de Medeiros, do Seridó e assim transfere o eixo político
do litoral para o sertão seridoense. Essa transferência corresponde, do ponto
de vista econômico, à fase de grande desenvolvimento da cultura algodoeira no
Estado e constata-se, na representação política, a presença da região
responsável pela produtividade algodoeira.74
João Batista Galvão, segundo seu filho, Joaquim Fontes
Galvão, participou da Revolução de 1933 ao lado do seu irmão, tendo inclusive
recebido a visita de Batista Luzardo em Natal,75 quando da passagem de uma
caravana aliancista chefiada por ele. Foi marcado um comício, que não atraiu
uma multidão de curiosos e operários. No entanto, antes de iniciar o comício
houve um tumulto que resultou em tiros, pânicos e correrias. Houve feridos e
mortos, um dos feridos foi o próprio irmão de João Batista Galvão que era
paraplégico.76
Em dezembro de 1935, por participar do movimento
insurrecional comunista, João Batista Galvão foi preso, sendo solto em 1937, e
antes de ser decretada sua prisão novamente (como os outros), foge se
autoexilando na Venezuela.77
Em 1945, com a anistia, João Galvão volta a Natal e entra na
faculdade de direito.78 Foi Leiloeiro em 24 de novembro de 1947.79 Em 11 de
março de 1950 recebe a Carta de Provisão, para que possa advogar na Comarca de
Touros deste Estado. Em 1961 submete-se ao concurso público para o cargo de
Juiz de Direito deste estado no qual foi aprovado e em seguida nomeado.81
Segundo Levine, na década de 1960, João Batista Galvão abre uma banca de
advogado.
Faleceu às 7.30 hs do dia 07 de novembro do ano de 1975, aos
65 anos de idade, na Casa de Saúde São Lucas em Natal.
FONTE - TELMA MARIA DOS SANTOS